sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Lista: Filmes Vistos em Junho

A lista a seguir reúne os filmes que eu vi durante o mês de Junho, com um breve comentário sobre cada um deles, além de uma nota de 1 a 5 para cada um.

Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois – François Truffaut: Não acho que seja o melhor do Truffault, e levando em consideração que ele havia acabado de fazer Os Incompreendidos e Atirem no Pianista, é impossível não se decepcionar um pouquinho. Ainda assim, é um filme muito bom, com uma narrativa poética e sensível e ótimos personagens. Nota: 4/5

Os Sonhadores – Bernardo Bertolucci: Uma bela homenagem aos anos 60, com ótimos personagens e um bom roteiro. Nota: 4/5

Disque M Para Matar – Alfred Hitchcock: Não é à toa que Hitchcock é quem é. Filme espetacular, que mantém o espectador vidrado do primeiro ao último segundo, e quando a trama parece querer se perder ou ficar repetitiva, é só para logo depois demonstrar que sempre soube o que estava fazendo e terminar com um perfeito final. Nota: 5/5

Um Homem Bom – Vicente Amorim: O filme tem algumas qualidade (destaque para o ótima atuação de Viggo Mortensen), mas soa frio demais e não demonstra o menor interesse em discutir as questões que se propõe. Nota: 3/5

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final – James Cameron: Acho que poderia ser um pouco menor, pois acaba cansando um pouco mais do que deveria, principalmente em seu clímax. Mas ainda assim, o filme utiliza de maneira inteligente e orgânica os efeitos visuais, criando cenas de ação extremamente empolgantes e levantando interessantes questões sobre inteligência artificial. 
James Cameron mostra mais uma vez que é possível fazer um filme com um enorme orçamento, que a cada segundo grita na cara do espectador que o orçamento é alto, e ainda assim é excelente. 
Tem muito a ensinar a muito diretor atual. Nota: 5/5

Metanoia – Miguel Nagle: Filme péssimo, amador no pior sentido da palavra. Não apenas não tem preocupação estética nenhuma, como ainda é extremamente superficial em sua trama, soando arrastado e melodramático, pois sabe que o público alvo são os cristãos, então (na lógica do filme) basta dizer "Deus mudou a minha vida" que já vai ter muita gente aplaudindo. E levando em consideração seu sucesso no Festival de Cinema Cristão (que morte horrível...), parece que ele estava certo.
Para não dizer que o filme é de todo ruim, Caio Blat tem uma participação pequena, e está muito bem (o que não é novidade), o que atenua o desastre. Nota: 1/5

A Última Noite – Robert Altman: O excesso de personagens e a ausência de uma trama mais "comum" impedem um envolvimento dramático por parte do espectador, o que compromete bastante a experiência, ainda que o senso de humor seja afinado e as atuações impecáveis (destaque como sempre para Meryl Streep). Nota: 3/5

Deixa Ela Entrar – Tomas Alfredson: Gostei muito do filme, que é muito bem dirigido e traz uma narrativa fria e extremamente melancólica e triste, além de inúmeros momentos marcantes (destaque para a cena que se passa em uma piscina, no terceiro ato). Nota: 4/5

Cloverfield – Monstro – Matt Reeves: O filme tem uma ótima construção de tensão, e a opção de mostrar o monstro ao poucos é muito acertada e deixa a narrativa ainda mais envolvente. 
Em relação ao estilo de filmagem (que simulam gravações encontradas), achei que contribui para dar ao espectador uma maior vulnerabilidade e uma melhor noção da grandiosidade do que está acontecendo, ainda que para isso tenhamos que ficar "presos" ao personagens, que são genéricos e deixam bastante a desejar.
Uma outra coisa muito bacana no filme é que em vários momentos ele faz referências aos atentados de 11 de Setembro, o que acaba até criando uma rima temática com os filmes do Godzilla, que foram os primeiros filme de monstros a fazerem sucesso, e que falavam sobre as consequências e o ressentimento japonês em relação às bombas atômicas. Nota: 4/5

Laranja Mecânica – Stanley Kubrick: Sem dúvidas, um grande filme! Não é o meu favorito do Kubrick (2001 e O Iluminado brigam por este posto), mas é impecável. Traz um fascinante universo distópico, visualmente incrível e cheio de questões sociais para serem discutidas. Não acho que o filme estimule a violência ou a justifique, muito pelo contrário, a critica criticando ainda o Estado, que tenta combatê-la com manipulação. O uso da música clássica também é incrível, criando cenas inesquecíveis, e justificando porque o Kubrick foi possivelmente o melhor cineasta de todos os tempos. Nota: 5/5

Onde Começa o Inferno – Howard Hawks: Filme adorável, quase impossível de não gostar. Traz marcantes atuações, e personagens extremamente carismáticos, tudo isso em uma trama envolvente, muito bem dirigida e com uma ótima reconstrução de época. Nota: 5/5

Senhores do Crime – David Cronenberg: O filme é ótimo e consegue passar muito bem a frieza e a sujeira do sub-mundo do crime. As atuações também são ótimas, e o filme faz ainda uma interessante conexão com um dos trabalhos anteriores do Cronenberg (Marcas da Violência), principalmente pelo personagem do Viggo Mortensen, que é basicamente o avesso do personagem que ele vivia no outro filme. Nota: 4/5

Cão Sem Dono – Beto Brant e Renato Ciasca: Mesmo com algumas falhas, como o excesso de fade out, o saldo do filme é, sem dúvidas, positivo, trazendo excelentes atuações e um roteiro muito competente. Nota: 4/5

Billy Elliot – Stephen Daldry: Que filme! Faz um ótimo uso da música, e traz um drama envolvente e tocante, mesmo que simples. Nota: 4/5

De Menor – Caru Alves de Souza: O filme tem algumas qualidades e boas ideias, mas acaba não desenvolvendo com a devida atenção suas discussões, o que compromete um pouco a experiência. Nota: 3/5

A Visitante Francesa – Hong Sang-soo: O filme é muito fraco, e se acha importante demais para apresentar suas ideias e desenvolvê-las, apostando em uma subjetividade vazia e prepotente. Só se salva um pouco pelas atuações O.K e a bela fotografia, que utiliza com inteligência as locações. Nota: 2/5

Eles Não Usam Black-Tie – Leon Hirszman: Ótimo filme, que além de historicamente relevante, traz ainda complexos dilemas morais, envolvendo o espectador e o fazendo refletir. Nota: 4/5

Kingsman: Serviço Secreto – Matthew Vaughn: Fazia tempo que eu não via um filme tão divertido, e que se divertia tanto junto com o espectador. Matthew Vaughn conduz as cenas de ação com um controle invejável, e o roteiro consegue ser original mesmo que recheado com inúmeras referências.
P.S: A cena do paraquedas e a da igreja entram facilmente entre as melhores dos últimos anos. Nota: 4/5

Mato Sem Cachorro – Pedro Amorim: Tão absurdo e sem graça que é até difícil de acreditar. Mas também, o que esperar de um filme que tem como principal alívio cômico Danilo Gentili? Nota: 2/5

Dúvida – John Patrick Shanley: Crítica completa aqui.

Assassinato em Gosford Park – Robert Altman: Crítica completa aqui.

Amarelo Manga – Claudio Assis: Filme brutal e inesquecível. Nota: 4/5

Deus e o Diabo na Terra do Sol – Glauber Rocha: A primeira metade do filme é exemplar, extremamente bem dirigida, com um consciente comentário social, além de ser esteticamente competente (destaque para o uso das sombras dos personagens pela fotografia). Já a segunda deixa um pouco a desejar, pois se arrasta um pouco mais do que o necessário soando um pouco cansativa, além de deixar a mensagem social um pouco mais confusa. Nota: 4/5

A Última Noite – Spike Lee: Adorei o filme, que é muito bem dirigido e com ótimos personagens. Nota: 4/5

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo – Karim Ainouz: Mesmo bonito e poético, não consegui me envolver com o filme, que me soou um pouco frio. Nota: 3/5

The Rocky Horror Picture Show – Jim Sharman: As músicas são ótimas, o senso de humor do filme é único, e a direção é ótima, mas ainda assim, o roteiro deixa bastante a desejar por não conseguir discutir o que se propõe, o que é uma pena. Nota: 3/5

O Gosto da Vingança – Kim Jee Woon: A principio, o filme tem alguns problemas de tom, mas lá pela metade o diretor se encontra e conduz a narrativa de uma maneira segura e precisa, criando momentos brutais e inesquecíveis, ainda que a trama não seja particularmente inovadora. Nota: 4/5

A Chinesa – Jean-Luc Godard: Até então, eu havia gostado de todos os filmes que eu havia visto do Godard, mas aqui, pela primeira vez, eu o senti perdido, jogando ideias quase que ao acaso no decorrer do filme, sem conseguir deixar claro qual é sua proposta ou sua posição. Nota: 2/5

Pecados Íntimos – Todd Field: Crítica completa aqui.

Rastros de Ódio – John Ford: Não é a toa que se transformou em um clássico. Trata-se de um filme com uma deslumbrante fotografia e um roteiro impecável, que traz uma trama envolvente e personagens carismático e complexos. Nota: 5/5

O Fim e o Princípio – Eduardo Coutinho: Não é um dos melhores do Coutinho, mas ainda é lindo, sensível, e consegue causar um impressionante envolvimento emocional. Nota: 4/5

O Mestre – Paul Thomas Anderson: Sou muito fã do Paul Thomas Anderson, pois dá para contar nos dedos quantos diretores conseguem fazer 3 obras primas em 10 anos. Mas este filme, eu, particularmente, achei que deixou um pouco a desejar. Ainda é bom, tem uma ótima direção, excelentes atuações e interessantes questões para se pensar, mas a narrativa é desnecessariamente fria, impedindo um maior envolvimento emocional por parte do espectador, o que compromete um pouco a experiência. Nota: 3/5

Amantes – James Gray: Filme excelente! Já havia gostado muito do trabalho do James Gray em Era Uma Vez em Nova York, mas aqui ele fez um trabalho ainda mais único e inesquecível. Os personagens são complexos e o roteiro os desenvolve com o devido cuidado, causando um impressionante envolvimento emocional com o espectador, e a direção sempre segura de James Gray, somado à linda fotografia, cria uma narrativa linda e emocionante, que me fez terminar o filme com os olhos molhados. Nota: 5/5

Vício Inerente – Paul Thomas Anderson: O filme é bem dirigido (destaques para os impressionantes planos-sequências), e as atuações são ótimas. Ainda assim, este é, ao meu ver, de longe o trabalho mais fraco do Paul Thomas Anderson, pois não causa envolvimento nenhum, e faz com que o espectador torça para que o seu final chegue logo. Nota: 3/5

O Vale Sombrio – Andreas Prochaska: Que filmaço! Impecável do primeiro ao último segundo. A fotografia é um espetáculo, e a reconstrução de época também, e a direção de Andreas Prochaska faz um exemplar uso da trilha sonora, criando inúmeros momentos inesquecíveis em uma narrativa única e extremamente envolvente. Nota: 5/5

Jumper – Doug Liman: Tem qualidades, dentre elas as cenas de ação, mas o problema é que o roteiro deixa muito a desejar, com várias pontas soltas e personagens unidimensionais, além de não aproveitar as oportunidades da curiosa premissa. Nota: 3/5

Testemunha de Acusação – Billy Wilder: Filme excelente! Extremamente envolvente e bem dirigido, com personagens marcantes e reviravoltas surpreendentes que nunca soam gratuitas. Nota: 5/5

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes – Guy Ritchie: Eu já havia adorado "Snatch", mas consegui gostar ainda mais deste "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes". É impressionante como Guy Ritchie consegue desenvolver os inúmeros personagens sem que pareça confuso ou exagerado, além disso, a trama também é cheia de reviravoltas e envolvente, e como bônus o filme tem ainda um uso impecável da música, lembrando bastante o estilo do Tarantino, mas sem nunca parecer uma cópia. Nota: 5/5

Menina Má.com – David Slade: Gostei muito do filme, que além do bom roteiro e das ótimas atuações, consegue manter um constante clima de desconforto e tensão, criando uma narrativa competente e marcante. Nota: 4/5

Ponto Final – Match Point – Woody Allen: Não tenho palavras para descrever o quão bom é este filme. Woody Allen é meu diretor favorito, e sua carreira é recheada de pelo menos 10 filmes impecáveis, mas este é o melhor. Tudo é irretocável, e assistindo pela terceira vez digo isso sem medo de soar exagerado. É incrível ver como já no fim da carreira, depois de já ter se estabelecido como um dos mais importantes e influentes nomes do cinema americano, Woody Allen ainda achou tempo para fazer a sua tão cobiçada obra prima. Nota: 5/5

Matar ou Morrer – Fred Zinnemann: Gostei muito do filme, que além dos ótimos personagens consegue manter um constante e crescente clima de tensão. Nota: 4/5

Abraços Partidos – Pedro Almodóvar: É um bom filme, mas um pouco a baixo da média do Almodóvar. Funciona bem como uma homenagem ao Cinema, mas soa um pouco como uma cópia de "Má Educação". Nota: 3/5

Rosetta – Jean-Pierre e Luc Dardenne: É interessante como algumas das características que iriam diferenciar tanto os filmes seguintes dos irmãos Dardenne já começavam a se mostrar neste que é um de seus primeiros trabalhos, como os personagens complexos e os planos sequências com a câmera na mão que criam uma narrativa pesada e sofrida. Mas ainda assim, o filme deixa um pouco a desejar, principalmente se for compará-lo com alguns dos filmes posteriores dos diretores, como "O Filho" e "A Criança". 
Dito isso, acho que nunca mais vou esquecer o barulho daquela moto. Nota: 4/5

Onze Homem e Um Segredo – Steven Soderbergh: O roteiro deixa um pouco a desejar por não conseguir a complexidade dramática que pretende, mas os personagens são carismáticos e a trama é envolvente, algo que é reforçado pela segura direção. Nota: 4/5

Curtindo a Vida Adoidado – John Hughes: Além dos carismáticos personagens, o roteiro consegue ainda fazer uma relevante e nada pedante crítica ao American Way of Life, funcionando como um retrato de uma juventude que se vê perdida diante da obrigação de se incluir no sistema. Não é a toa que já pode ser considerado um clássico e ainda se manter atual. Nota: 5/5

Kumiko, a Caçadora de Tesouros – David Zellner: A premissa é curiosa o suficiente para manter o espectador interessado até o final, mas o filme não traz mérito quase que nenhum, sem conseguir causar envolvimento emocional com o espectador, ainda que a fotografia seja linda e utilize de maneira exemplar as locações. Nota: 3/5

Religulous – Larry Charles: Não sei como este filme pode funcionar com quem não é ateu, mas para quem o é, dá para dar inúmeras risadas e ainda se chocar com o poder destrutivo que a religião tem na sociedade (infelizmente, até hoje).
Um dos meus momentos preferidos: (não me lembro se exatamente nessas palavras)
- Qual foi o milagre que te fez acreditar em Deus?
- Eu disse que se Ele existisse, fizesse chover. Cinco minutos depois chovia tanto que ninguém conseguia sair do bar.
- Eu acho que a sua ideia de milagre é meio fraca, afinal chover é uma coisa normal que acontece sempre... Se tivesse chovido sapos, aí você teria um ponto. Nota: 4/5

Fruitvale Station: A Última Parada – Ryan Coogler: Que filme! Fazia um tempo que eu não tinha uma experiência tão intensa como essa. Consegue chocar, emocionar e sufocar. Nota: 4/5

Almas Gêmeas – Peter Jackson: A direção de Peter Jackson é enérgica e competente, ainda que o roteiro deixe um pouco a desejar. Nota: 3/5

Jovens Adultos – Jason Reitman: Está longe de ser um grande filme, mas é bem bacana, com bons personagens e um roteiro competente e ágil. Nota: 3/5

Apocalypse Now – Francis Ford Coppola: Acredito que este seja o melhor filme de guerra já feito, e a cena em que toca "Cavalgada das Valquírias", com os helicópteros surgindo como monstros no horizonte, está fácil entre as 10 melhores que eu já vi. Nota: 5/5

Amor Bandido – Jeff Nichols: Traz excelentes atuações, uma segura direção e um roteiro praticamente impecável, que além de uma trama envolvente, constrói personagens carismáticos e complexos. Eu já havia adorado "O Abrigo", mas acho que aqui Jeff Nichols se superou. Nota: 4/5

Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho – Marcos Carnevale: É uma comedia razoável, que mesmo se levando a sério demais em alguns momentos, consegue, aqui e ali, um ou outro momento mais inspirado. Nota: 3/5

Magnólia – Paul Thomas Anderson: Que filmaço! É impressionante como ele consegue ficar ainda melhor em uma segunda assistida. Agora preciso ver de novo Sangue Negro e Boogie Nights para me decidir qual é meu filme favorito do Paul Thomas Anderson. Nota: 5/5

Os Fantasmas se Divertem – Tim Burton: Michael Keaton está divertidíssimo, e o designe de produção é inventivo e competente. Mas ainda assim, o filme não consegue criar envolvimento emocional alguns, e os personagens, com exceção de Beetlejuice, são sem carisma e aborrecidos. Nota: 3/5

O Ditador – Larry Charles: Sou fã incondicional de Sacha Baron Cohen, que além de absurdamente engraçado, tem um impressionante talento para expor a hipocrisia e o preconceito da cultura norte americana. Mas aqui, confesso que achei seu senso de humor um pouco forçado, talvez por estar trabalhando com um roteiro fechado, sem espaço para improviso (como acontecia em Borat, Bruno, e na série Ali G Show), ainda que consiga fazer suas críticas e tirar algumas risadas.
P.S: O discurso no terceiro ato, quando o ditador fala sobre as vantagens que poderiam acontecer se houvesse uma ditadura na América, e basicamente descreve os Estados Unidos, é genial. Nota: 3/5

Tudo Pelo Poder – George Clooney: Adorei o filme! Realmente não esperava uma direção tão segura e competente de George Clooney (o único filme com sua direção que eu havia visto, Caçadores de Obras Primas, era péssimo). O roteiro é redondinho, o elenco é impecável, e a cena em que Ryan Gosling está chorando em seu carro, e enxugando suas lágrimas enquanto a chuva no para-brisas insiste em manter seu rosto cheio de pingos de água, é um verdadeiro espetáculo. Nota: 4/5

Monster – Desejo Assassino – Patty Jenkins: A atuação de Charlize Theron é inacreditável, e de uma entrega completa, mas além disso, o filme ainda traz um ótimo roteiro e uma segura direção. Nota: 4/5

Quanto Mais Quente Melhor – Billy Wilder: A cada filme que eu vejo do Billy Wilder me surpreendo mais. Aqui ele cria uma narrativa que não apenas é extremamente engraçada, como consegue causar um impressionante envolvimento emocional, fazendo com que o espectador se importe e torça para os personagens. Nota: 5/5

Dia de Treinamento – Antoine Fuqua: O filme é muito bom, e bem melhor do que eu esperava. A direção é segura, as atuações são ótimas, e o roteiro funciona, mesmo com algumas falhas. Nota: 4/5

Amores Imaginários – Xavier Dolan: Esteticamente, é interessante notar como Xavier Dolan demonstra um visível amadurecimento desde seu filme anterior de estreia ("Eu Matei Minha Mãe"), mas em relação ao roteiro, o filme deixa bastante a desejar, já que o drama dos personagens soa artificial e fazem com que até mesmo as ótimas e inventivas sequências musicais pareçam apáticas. Nota: 3/5

Assassinato no Expresso do Oriente – Sidney Lumet: A trama é bacaninha e Sidney Lumet conduz a narrativa com segurança, mesmo que o roteiro se passe em um espaço bem limitado e apertado. Ainda assim, o filme é longo demais e cansativo, impedindo um maior envolvimento emocional e comprometendo a experiência. Nota: 3/5

Um Tira da Pesada – Martin Brest: Não é a toa que já é um clássico da comédia. O filme é envolvente e divertido, e em nenhum momento parece se ver obrigado a contar piadas a cada cinco minutos, fazendo com que as risadas venha de maneira espontânea. Nota: 4/5

Na Captura dos Friedmans – Andrew Jarecki: Filme obrigatório. Traz relevantes comentários e questionamentos sobre moralidade e o papel da mídia em casos polêmicos. Nota: 4/5

Interlúdio – Alfred Hitchcock: É por isso que Hitchcock foi quem foi. Filme excelente, extremamente bem conduzido, com inúmeros momentos inesquecíveis, de uma tensão quase que insuportável. Nota: 5/5

Up – Altas Aventuras – Pete Docter: Mesmo não sendo o universo mais inventivo da Pixar, isso é compensado pelos personagens extremamente carismáticos e uma trama que mesmo simples, é muito emocionante e delicada. Nota: 5/5

Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso – Miguel Arteta: Mesmo se prejudicando ao se levar a sério demais e incluir um discurso motivador sobre a importância da família, que só serve para mastigar o que o roteiro havia até então construído de maneira bem competente, o saldo final do filme é muito positivo, com momentos dignos de muitas risadas e uma narrativa leve e agradável. Nota: 3/5

Divertida Mente – Pete Docter: Que filme! Prova de que a Pixar não perdeu a mão após alguns filmes um pouco mais decepcionantes. Talvez como temática este seja o trabalho mais maduro da produtora, que acerta por conseguir conversar com o público infantil, sendo engraçadinho e divertido, ao mesmo tempo em que fala coisas muito relevantes para o público mais maduro, funcionando como um retrato único sobre uma fase de transição importante da vida. Nota: 5/5

Paul: O Alien Fugitivo – Greg Mottola: Diverte tantos pelas suas piadas como pelas suas inúmeras referências. Nota: 4/5

Flores Raras – Bruno Barreto: As atuações são boas e a reconstrução de época também, mas o roteiro deixa bastante a desejar, sendo um pouco sem rumo e não desenvolvendo os personagens com o devido cuidado. Nota: 3/5

A Morte e a Donzela – Roman Polanski: Filme muito bem dirigido, que além de envolvente traz ainda vários questionamentos sobre moralidade. Nota: 4/5

Kramer vs Kramer – Robert Benton: O filme acerta por não mostrar um lado como certo e outro como errado, fazendo com que o espectador se identifique com ambos. Além disso, as atuações são impecáveis, e a narrativa é agradável e sensível. Nota: 4/5

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas – Rob Marshall: Disparado o mais fraco da série, principalmente pelo seu roteiro, que não apenas não aproveita o universo interessante criado pelos filmes anteriores, como ainda inclui uma sub-trama envolvendo um romance entre um religioso e uma sereia que chega a dar vergonha alheia. Nota: 3/5

Jurassic Park – Steven Spielberg: Grande filme! Um dos melhores do Spielberg. Não apenas tem personagens carismáticos em uma trama redondinha, como ainda tem um poder de envolvimento inacreditável, fazendo com que o espectador se sinta dentro do parque e transformando a experiência em algo inesquecível. Nota: 5/5

Faça a Coisa Certa – Spike Lee: Ótimo filme, além de bem dirigido traz ainda interessantes questionamentos e dilemas morais. Nota: 4/5

O Mundo Perdido: Jurassic Park – Steven Spielberg: Deixa um pouquinho a desejar em relação ao primeiro, principalmente na capacidade de envolvimento, mas ainda é um ótimo filme de aventura, que consegue empolgar e ainda trazer sequências de forte tensão. Nota: 4/5

Veludo Azul – David Lynch: Ainda que a trama seja simples, David Lynch a diferencia mantendo um constante clima de suspense, que envolve o espectador e cria uma experiência memorável. Nota: 4/5

Sob o Domínio do Medo – Sam Peckinpah: Filme inesquecível, que fica com você mesmo depois de seu término. Choca por sua brutalidade, ao mesmo tempo em que traz personagens complexos e fascinantes. Nota: 5/5

Jurassic Park 3 – Joe Johnston: Por mais que seja o mais fraco da série, ainda vale a pena, com boas cenas de ação e bons personagens, mesmo que o excesso de CGI atrapalhe um pouco. Nota: 3/5

Pelo Malo – Mariana Rondón: Tem qualidades, mas se perde um pouco em sua própria ambição. Nota: 3/5

Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros – Colin Trevorrow: Adorei o filme! Por mais que seja uma continuação descartável, feita apenas para ganhar dinheiro, pelo menos o filme tem consciência disso, e brinca com suas fórmulas e clichês. Nota: 4/5

Os Boxtrolls – Anthony Stancchi e Graham Annable: Traz interessantes críticas e alegorias da sociedade, além de um interessante designe. Nota: 4/5

Apollo 13 – Ron Howard: Mesmo com um ou outro errinho de roteiro, o filme é extremamente envolvente e consegue deixar o espectador tenso e torcendo pelos personagens mesmo que já saiba o final. Nota: 4/5

Antes Só Do Que Mal Acompanhado – John Hughes: Muito bem dirigido e com ótimas atuações. Além disso, o roteiro também funciona, não exagerando no drama e fazendo o espectador se importar com os personagens. Nota: 5/5

O Maravilhoso Agora – James Ponsoldt: Entra imediatamente na minha lista de comédias preferidas. Além de engraçado e envolvente, traz excelentes personagens e um preciso e sutil toque de drama. Confesso que terminei com os olhos úmidos. Nota: 4/5

Depois de Lúcia – Michel Franco: Que filmaço! Inesquecível! É até difícil descrever o quão intenso e incômodo ele consegue ser. Nota: 5/5

O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas – Jonathan Mostow: O filme tem algumas qualidades, dentre elas as sequências de ação e seu final Mas não consegue deixar de ser decepcionante, por não explorar as questões que este rico universo possibilita, além de apostar em coincidências absurdas que não se sustentam após um simples questionamento. Nota: 3/5

Vivendo no Limite – Martin Scorsese: Este filme é curioso, pois consegue ao mesmo tempo ser um estudo de personagem extremamente bem dirigido, com aquela energia tão própria do Scorsese, e ser também um filme maçante e muito aborrecido. Nota: 3/5

Um Divã Para Dois – David Frankel: Gostei do filme, que é bem dirigido e tem ótimas atuações, ainda que não deixe de ser previsível. Nota: 3/5

A Viagem de Chihiro – Hayao Miyazaki: Tenho a impressão de ser a única pessoa do universo a não gostar deste filme.Visualmente é ótimo e a mitologia é inventiva, mas as duas vezes em que assisti não consegui me envolver com a história e nem com os personagens. Nota: 3/5

Bravura Indômita – Henry Hathaway: Adorei! Todo filme que tenha o John Wayne já tem grandes chances de ser bom, e aqui os personagens são carismáticos e a trama é redondinha e muito bem conduzida. Nota: 5/5

Manhattan – Woody Allen: Top 5 do Woody Allen, com uma fotografia de tirar o fôlego e um primoroso roteiro, delicado e tocante. Nota: 5/5

Eu Não Faço a Mínima Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com... – Matheus Souza: Achei o filme detestável. Só se preocupa em fazer os diálogos sorem "indie", quando na verdade são sem consistência e tolos. Nota: 2/5

domingo, 20 de dezembro de 2015

Lista: Filmes Vistos em Maio

A lista a seguir reúne os filmes que eu vi durante o mês de Maio, com um breve comentário sobre cada um deles, além de uma nota de 1 a 5 para cada um.

Viver a Vida – Jean-Luc Godard: Dos que vi até agora do Godard, acho que este foi o que mais gostei, filme excelente, muito bonito e poético. Nota: 5/5

Jack – Francis Ford Coppola: Erra por apostar no baixo potencial cômico da trama, soando sem graça e se sustentando apenas pelo seu lado dramático, que mesmo não explorado, representa um toque interessante para o filme. Nota: 3/5

Os Idiotas – Lars von Trier: A curiosa premissa acaba sustentando o filme, que de modo geral se mostra raso em seu desenvolvimento, e os constantes e propositais erro técnicos, como a aparição do microfone e até mesmo do câmera, soam mais como uma maneira de chamar a atenção do que uma contribuição para a narrativa. Nota: 3/5

Hannah e Suas Irmãs – Woody Allen: Filme maravilhoso, um dos melhores do Woody Allen, com personagens complexos e fascinantes reflexões sobre a vida, tudo isso com toques de humor característico do cineasta. Nota: 5/5

Zuzu Angel – Sergio Rezende: A atuação central de Patricia Pillar é excelente, e isso somado aos excelente figurinos (reparem, por exemplo, como Zuzu muitas vezes está com roupas elegantes, mas que não chamam demais a atenção para si, e após saber do desaparecimento de seu filho, passa a usar roupas mais escuras e discretas) e à força da história real, acabam gerando um resultado na média, mas ainda assim, poderia ter sido muito melhor se o roteiro não se rendesse a diálogos absurdos e desenvolvesse a trama de maneira menos burocrática. Nota: 3/5

Borat – Larry Charles; Ainda que ao ficar alternando cenas roteirizadas com "pegadinhas" a estrutura da narrativa soe um pouco episódica e irregular, o filme é absurdamente engraçado, trazendo uma performance espetacular de Sacha Baron Cohen, e mais do que tudo, fazendo ainda uma forte e relevante crítica ao conservadorismo e à xenofobia norte-americana. Nota: 4/5

De Volta Para o Futuro 2 – Robert Zemeckis: Perfeito, assim como seu antecessor. Talvez o maior trunfo do filme seja não apenas ter um roteiro sensacional, como ainda brincar e reaproveitar momentos geniais do primeiro episódio. Nota: 5/5

Depois de Horas – Martin Scorsese: Ainda que tenha achado o final um pouco decepcionante, o filme me conquistou pela sua energia (marca registrada do Scorsese) e seu humor negro, que cria uma narrativa única e inesquecível. Nota: 4/5

Mad Max – George Miller: É impressionante que este seja o filme de estréia do George Miller, pois ele demonstra um total controle da narrativa, em especial nas cenas de ação, e deixa claro que sabe o que quer desde o início. Além disso, o roteiro também é ótimo, e corajoso por apostar no desenvolvimento do personagem e na criação do mundo distópico, usando a ação mais como complemento. Nota: 4/5

Bruno – Larry Charles: Assim como Borat, este filme traz momentos absurdamente engraçados e uma interessante crítica ao "American Way of Life", mas sua estrutura que alterna cenas roteirizadas com "pegadinha" se mostra ainda mais irregular do que no primeiro filme, e isso somado ao fato de que, ao contrário de Borat, nem todas as piadas funcionam tão bem, faz com que o filme seja uma experiência que deixa um pouco a desejar pelo desperdício de potencial, mas que ainda vale muito a pena. Nota: 3/5

Cópia Fiel – Abbas Kiarostami: Um filme que particularmente não me conquistou, mas sua estrutura narrativa é, no mínimo, original. Nota: 3/5

Jogo de Cena – Eduardo Coutinho: Além dos maravilhosos depoimentos que consegue extrair de seus entrevistados, Coutinho traz ainda interessantes questionamentos sobre a não-ficção vs ficção, e nos mostra que qualquer história, se bem contada, pode emocionar. Nota: 5/5

E Aí, Meu Irmão, Cadê Você – Joel e Ethan Coen: Filme que transborda estilo, e que traz um roteiro inteligente e com um afinado senso de humor, que mesmo soando um pouco estranho no início, consegue se encontrar conforme a trama avança e garantir uma experiência única e divertida. Nota: 4:5

MASH – Robert Altman: Filme único, com um divertido e particular senso de humor, e que acerta em não apostar em uma trama mais convencional e sim em sucessões de momentos marcantes. Nota: 4/5

Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo – Corneliu Porumboiu: Traz algumas ideias metalinguísticas interessantes, mas só. Nota: 3/5

Coração Satânico – Alan Parker: Filmaço, daqueles que você termina querendo assistir de novo. Alan Parker demonstra um total controle da narrativa, oscilando com segurança entre o suspense policial e o terror, e além disso, o filme traz ainda performances marcantes de todo o elenco, em especial de Mickey Rourke, que fornece uma atuação central impecável. Nota: 5/5

O Homem que Matou o Facínora – John Ford: Além da ótima direção e dos ótimos personagens, o filme consegue trazer relevantes questionamentos e uma interessante trama política. Nota: 5/5

Quarteto Fantástico – Tim Story: Se rende à inúmeros clichês e não consegue nem estabelecer personagens carismáticos para o início de uma franquia. Nota: 2/5

Blow Up – Depois Daquele Beijo – Michelangelo Antonioni: Filme instigante que tira o espectador de sua zona de conforto, e que vai melhorando conforme submetido à questionamentos e interpretações. Nota: 4/5

A Outra – Woody Allen: Acredito que este seja o trabalho mais triste do Woody Allen, sendo um compilado de tudo o que há de pior na vida: traição, rancor, arrependimento, ódio, inveja, etc. Nota: 4/5

A Imagem que Falta – Rithy Pahn: Ótimo filme, muito poético e sensível. Me lembrou um pouco "Elena" (2012, Petra Costa). Nota: 4/5

Dogville – Lars von Trier: Filme excelente, que traz um retrato de tudo o que há de pior na natureza humana, e que obriga o espectador a reconhecer o seu próprio lado sádico. Nota: 5/5

Madame Satã – Karim Ainouz: Ótimo filme, com uma performance impecável de Lázaro Ramos e uma excelente reconstrução de época. Nota: 4/5

Deus Branco – Kornél Mundruczó: Filme alegórico, muito bem conduzido e marcante. Nota: 4/5

O Rei da Comédia – Martin Scorsese: Possui um humor negro peculiar e ótimas atuações, mas ainda assim, está entre os mais fracos do Scorsese. Nota: 3/5

Nashville – Robert Altman: Apesar da excelente construção de clima e das ótimas músicas, os personagens e a trama não conseguiram me conquistar. Nota: 3/5

Mad Max 2: A Caçada Continua – George Miller: Tão bom quanto o primeiro. Enquanto o outro era um filme mais focado em roteiro, com uma cuidadosa construção de personagem e excelentes cenas de ação como bônus, esta sequência já é mais focada na ação, mas com um ótimo roteiro como bônus. Nota: 4/5

Querida, Vou Comprar Cigarros e Já Volto – Gastón Duprat e Mariano Cohn: No começo o filme parece meio perdido e só se sustenta pela curiosa premissa, mas no decorrer da projeção os diretores se encontram de maneira impressionante, e o filme sobe absurdamente de qualidade, com um senso de humor único e inúmera situações marcantes. Nota: 4/5

De Pernas Pro Ar – Roberto Santucci: Fico me perguntando como alguém lê um roteiro desses e acha que pode funcionar... Nota: 2/5

O Grande Golpe – Stanley Kubrick: Acho uma pena que este filme dificilmente seja citado entre os melhores do Kubrick, pois é absolutamente perfeito em todos os aspectos. Nota: 5/5

O Invasor – Beto Brant; Filmaço! Prova de que é possível fazer um bom cinema de gênero no Brasil. Nota: 5/5

Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão – George Miller: Acredito que este seja o filme mais fraco da série. Está longe de ser ruim, mas enquanto o primeiro era um filme de desenvolvimento de personagem com ótimas cenas de ação como bônus, o segundo já era um ótimo filme de ação, com ótimos personagens como bônus. Já este, é um bom filme de ação, e só. Nota: 3/5

A Estrada da Vida – Federico Fellini: Dos que vi até agora, este foi o trabalho do Fellini que mais me agradou. Talvez pelo seu "quê" de Chaplin, que somado à poesia na narrativa e o excelente final, formam um filme único. Nota: 5/5

Um Método Perigoso – David Cronenberg: As atuações são ótimas e a reconstrução de época também, mas a trama é extremamente desinteressante e soa como um desperdício de potencial. Nota: 3/5

O Labirinto do Fauno – Guillermo del Toro: Filme perfeito em todos os sentidos. Traz inúmeros momentos marcantes e aterrorizantes, tanto pela sua mitologia fantástica como pela sua realidade cruel e brutal. Além disso, traz ainda um final impecável, que não apenas emociona, como deixa espaço para o espectador pensar e fazer suas próprias interpretações. Nota: 5/5

Alice no País das Maravilhas – Tim Burton: Visualmente o filme é impecável e fascinante, mas assim como na animação original, a trama é extremamente desinteressante e episódica, o que compromete toda a narrativa. Nota: 3/5

Crepúsculo dos Deuses – Billy Wilder: Que filmaço! Daqueles que vão direto para os favoritos. Um verdadeiro presente para qualquer cinéfilo, e também o melhor filme sobre filmes que eu já vi. Nota: 5/5

Mad Max: Estrada da Fúria – George Miller: Disparado o melhor da série. Os personagens podem até deixar um pouco a desejar em relação aos filme anteriores, mas a trama é perfeita e acertadamente simples, e as cenas de ação são de tirar o fôlego, e entram facilmente para as mais empolgantes do Cinema. Nota: 5/5

Fim dos Tempos – M. Night Shyamalan: Filme tão ruim que chega a ser risível. Os personagens são unidimensionais e desinteressantes (as atuações também não ajudam), e o filme possui um sério problema de tom, além de vários outros erros que Shyamalan parecia incapaz de cometer no começo de sua carreira em Hollywood. Nota: 1/5

Onde Vivem os Monstros – Spike Jonze: Lindo filme, muito delicado e sensível, além de possibilitar várias interpretações. Mais um grande trabalho de Spike Jonze, pena que sua carreira seja tão curta. Nota: 4/5

Querida Wendy – Thomas Vinterberg: Uma interessante e competente mistura de "Elefante" com "Clube da Luta", com algumas pitadas de Western. Nota: 4/5

Super 8 – J. J. Abrams: Filme muito divertido e bem dirigido, lembra bastante o estilo dos filme do Spielberg (que produziu o filme), mas em nenhum momento soa como cópia. Nota: 4/5

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford – Andrew Dominik: Filme impecável! Além da excelente direção e das marcantes atuações, o filme traz ainda a melhor fotografia já feita por Roger Deakins (o que levando em consideração sua invejável carreira, é um grande mérito). Nota: 5/5

Cidade Baixa – Sérgio Machado: É um bom filme, com excelentes atuações, e um roteiro que acerta em apostar nos personagens e não tanto na trama. Nota: 3/5

Simplesmente Alice –Woody Allen: Uma das coisas que eu mais admiro no Woody Allen, além da impressionante quantidade de filmes excelentes que ele fez, é sua capacidade de inovar a maneira de contar suas histórias, e aqui, além de um ótimo estudo de personagem, ele traz vários elemento narrativos novos (destaque para os remédios mágicos) e cria uma narrativa única e marcante. Nota: 4/5

Broadway Danny Rose – Woody Allen: Ótimo filme! Só não está entre os melhores do Woody Allen porque sua carreira é recheada com inúmeras obras-primas. A trama é simples, mas extremamente tocante, assim como os personagens, e a fotografia em preto e banco é linda. Nota: 4/5

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet – Tim Burton: Filme que me surpreendeu muito, e se não for o melhor do Tim Burton, é pelo menos Top 3. O designe de produção é impecável e marcante, e a fotografia quase sem cores serve não apenas para reforçar a sujeira dos ambientes, como também para dar um lindo contraste com o vermelho do sangue. Aliás, este é um dos poucos filmes em que Burton investe em uma violência mais gráfica e pesada, e não apenas em um clima de tensão. O diretor também acerta por incluir coreografias mais discretas para as músicas, evitando uma narrativa mais teatral, ainda que as melodias não sejam particularmente marcantes. Mas o que realmente diferencia demais o filme é seu desfecho, que além de surpreendente, é tematicamente preciso e brutal, e serve como a cereja do bolo. O único erro do filme é a subtrama envolvendo um amor juvenil, que não apenas é mal desenvolvida, como destoa do resto da narrativa, mas nada que chegue atrapalhar muito o resultado final, que é excelente. Nota: 5/5

Kill Bill 2 – Quentin Tarantino: Assim como o primeiro volume, o filme é muito marcante e competente, ainda que empalideça perto de filmes como Pulp Fiction ou Bastardos Inglórios. Aqui, a violência não é tão exagerada quanto no volume 1, e ainda que a narrativa tenha um ritmo um pouco mais lento, os momentos mais exagerados pontuais são, consequentemente, mais competentes, e o filme traz o que, para mim, é o melhor capítulo da obra (Elle e Eu). Nota: 4/5

Hellboy 2: O Exército Dourado – Guillermo del Toro: A criatividade e a capacidade visual de Guillermo del Toro são impressionantes, e aqui, assim como no primeiro volume, ele cria um universo fascinante e uma narrativa empolgante com um senso de humor muito bem dosado. O único problema, é que a trama é bem simples e previsível, mas os personagens são tão fascinantes e o visual tão deslumbrante, que mal dá para perceber. Nota: 4/5

Madagascar – Eric Darnell e Tom McGrath: Não sou muito fã do senso de humor mais exagerado da Dreamworks, mas aqui ele funciona muito bem, e o filme entra facilmente entre as melhores animações deles. A trama é simples, mas funciona, e os personagens são muito carismáticos, garantindo uma grande diversão. Nota: 4/5

A Paixão de Cristo – Mel Gibson: Não sou cristão, e é difícil avaliar o filme sem levar em consideração as questões religiosas, mas vou tentar: não tenho problema com violência mais gráfica, mas devo admitir que aqui esta não é utilizada em favor da narrativa, e apenas como uma forma de chocar o espectador (a tortura está presente na história original e não acho que deveria ser ignorada, mas preencher mais da metade do filme com cenas de espancamento soa completamente gratuito). O filme também erra por não trazer desenvolvimento de personagem algum, pois presume que o espectador já os conhece, um erro imperdoável. E não vou nem entrar na questão de o filme mostrar os judeus como os principais responsáveis pela morte de Cristo, o que levando em consideração o antissemitismo declarado do Mel Gibson é praticamente impossível de ignorar. Nota: 2/5

O Garoto da Bicicleta – Jean-Pierre e Luc Dardenne: Pode não ser o melhor dos Dardenne (principalmente pela leve unidimensionalidade dos personagens), mas ainda é ótimo, recheado de situações que despertam identificação, e extremamente bem dirigido. Nota: 4/5

As Melhores Coisas do Mundo – Laís Bodanzky: Filme que me surpreendeu muito. Ele começa meio lugar comum, mas conforme avança, demonstra que sempre soube o que estava fazendo, e acerta por não incluir um grande conflito previsível para ser resolvido no final, e apostar em pequenas situações triviais, que formam uma narrativa extremamente agradável e delicada. Nota: 5;5

Carros 2 – John Lasseter: É, sem dúvidas, o mais fraco da Pixar, mas não acho que chegue a ser um desastre. Funciona como uma homenagem aos filmes de espionagem, e traz elementos novos interessantes ao fascinante universo criado no primeiro filme, ainda que a trama seja tola, e os personagens, ainda que carismáticos, unidimensionais. Nota: 3/5

Operação Valquíria – Bryan Singer: Bryan Singer consegue manter um constante clima de tensão durante toda a narrativa, e a reconstrução de época do filme é impecável. Ainda assim, a trama só se sustenta porque a história real é muito interessante, pois o roteiro é extremamente falho e arrastado, sem contar que ouvir Hitler falando em inglês com seus oficiais apenas lembra o espectador que ele está vendo um filme, impedindo um maior envolvimento. Nota: 3/5

Bronson – Nicolas Winding Refn: Visualmente o filme é interessante, e a atuação central do Tom Hardy é espetacular (e lembra bastante a interpretação de Robert De Niro no Rei da Comédia do Scorsese, aliás, o filme faz diversas referências e lembra bastante esse filme do Scorsese). Mas o roteiro peca muito, e a direção de Nicolas Winding Refn, ainda que estilosa, dá ao filme um ritmo extremamente irregular, fazendo com que a obra soe como um desperdício de potencial. Nota: 3/5

Ex Machina – Alex Garland: Gostei muito do filme, além das atuações impecáveis e da belíssima e fria fotografia, a narrativa possui um constante clima de suspense, deixando o espectador sempre desconfiado de tudo. O único pequeno defeito é o final, que na verdade é ótimo, mas soa um pouco decepcionante, pois durante toda a projeção o clima vai ficando mais e mais tenso, mas no terceiro ato isso para, e o filme fica na mesma nota por um tempo, e por mais que tematicamente seja coerente, o desfecho parece que fica aquém do esperado. Nota: 4/5

O Falcão Maltês – John Huston: A importância desse filme é indiscutível, e além disso, ele é muito bem dirigido e traz vários personagens interessantes. Ainda assim, devo admitir que não gostei nem um pouco da trama, que me soou desinteressante e arrastada, me impedindo de me envolver com o filme. Por esse motivo, dou um nota mais baixa do que a média. Nota: 3/5

Clube dos Cinco – John Hughes: É um filme divertido, muito bem roteirizado e dirigido, e que traz personagens carismáticos. Nota: 4/5

Anticristo – Lars von Trier: Esteticamente, este é o melhor trabalho do Lars von Trier, e além disso, o filme traz uma narrativa extremamente incômoda e desconfortável, com algumas cenas quase impossíveis de se assistir. Em relação aos simbolismos e interpretações, o filme traz um interessante espaço para discussões, sendo que nenhuma versão é completamente certa. Talvez o mais interessante de se discutir seja o significado dos animais: a raposa (que acredito representar o espírito do Homem), o cervo (que deve representar como Ele se vê) e o corvo (que possivelmente representa seus instintos). Nota: 4/5

O Bebê de Rosemary – Roman Polanski: Grande filme! Extremamente bem dirigido e escrito. É impressionante como sem apelar para nenhum susto, a narrativa cria um incrível clima de tensão e mantém o spectador grudado na tela até o último segundo. Nota: 5/5

Zumbilândia – Ruben Fleischer: Trata-se de um filme muito divertido e que se diverte junto com o espectador, criando uma narrativa única e precisa do primeiro ao último segundo, e por mais que apele para alguns sustos fáceis para tentar se validar como filme de zumbi de terror, como um todo vale muito a pena. Nota: 4/5

Sonata de Outono – Ingmar Bergman: Acho uma pena que este filme dificilmente seja citado entre os melhores do Bergman, pois é simplesmente impecável. E mais do que isso, é um filme que resume muito bem uma grande parte da influência que o diretor tem sobre muitos outros cineastas. É possível ver aqui muitas coisas que foram utilizadas de maneira diferente em filmes posteriores, talvez um dos exemplos mais claros seja o "Festa de Família", do Thomas Vinterberg. Nota: 5/5

Chappie – Neill Blomkamp: O filme tem ótimos momentos, e consegue divertir bastante com seu senso de humor. Mas, infelizmente, Neill Blomkamp parece se sentir obrigado a inserir relevantes questões sociais em seus filmes, e o que funcionava tão bem em Elysium e Distrito 9, não funciona tão bem aqui, deixando o filme irregular e indeciso, além de arrastado. Nota: 3/5

O Sétimo Continente – Michael Haneke: Sou muito fã do Michael Haneke, que para mim é possivelmente o diretor europeu mais interessante em atividade. E em "O Sétimo Continente", seu filme de estreia no cinema, já podemos reparar muito do que viria a diferenciar tanto suas obras posteriores, principalmente em relação ao seu pessimismo. Mas ainda assim, acredito que este seja, ao lado de "Código Desconhecido" (2000) seu filme mais fraco. Está muito longe de ser ruim, é marcante e único, mas conhecendo sua filmografia é impossível não se decepcionar, principalmente pelo ritmo irregular e até um pouco episódico da narrativa. Nota: 4/5

O Desprezo – Jean-Luc Godard: A narrativa do filme é única e poética, e suas cores são deslumbrantes, sem contar que filmes que falam sobre filmes são sempre interessantes. Não acho que seja o melhor do Godard ("Acossado" e "Viver a Vida" ainda são meus favoritos), mas é, no mínimo, um dos melhores. Nota: 4/5

O Abrigo – Jeff Nichols: Ótimo filme! Mantém o espectador grudado na tela até o último segundo, e ainda traz atuações memoráveis, uma direção segura, e um roteiro que não apenas desenvolve personagens complexos com fluência, como também traz um ótimo desfecho, tematicamente preciso, e aberto para discussões. Nota: 4/5

Pietá – Kim Ki Duk: Visualmente o filme é excelente, e a direção também não deixa a desejar. Mas em relação ao roteiro, o filme se mostra extremamente decepcionante, pois ainda que traga ótimas ideias e um desfecho marcante, erra feio ao tentar incluir críticas e discussões durante a trama, já que em nenhum momento parece estar interessando em desenvolvê-las e discuti-las, fazendo com que soem gratuitas e vazias. Nota: 3/5

Praia do Futuro – Karim Ainouz: Filme excelente, impecável! Acredito que seja o melhor trabalho do Karim Ainouz (que tem uma bela e consistente carreira), pois não apenas traz personagens marcantes e complexos em uma trama extremamente sensível, como ainda tem um visual arrebatador, explorando com inteligência as locações, e criando um interessante contraste entre o calor acolhedor da praia e a frieza chuvosa da Alemanha. Isso sem contar as atuações (destaque, como sempre, para Wagner Moura), que estão impecáveis. Nota: 5/5

Dente Canino – Yorgos Lanthimos: Filme único, com um excelente roteiro e uma narrativa recheada de um humor completamente particular. Não é para todos, mas para quem gosta de uma experiência atípica, é um prato cheio. Nota: 4/5

A Fantástica Fábrica de Chocolate – Tim Burton: Acho que este é um dos melhores trabalhos do Tim Burton. É onde ele demonstra a maior segurança e precisão em relação ao que quer, e cria uma narrativa única e marcante, com um ótimo designe de produção e um roteiro divertido, que acerta por brincar com clichês ao invés de leva-los a sério, ainda que isso comprometa um pouco o peso dramático da obra. Nota: 4/5

De Tanto Bater, Meu Coração Parou – Jacques Audiard: A trama não é particularmente marcante, ainda que funcione, mas a atuação central é impecável, assim como a direção, que dá um ritmo inquieto à narrativa, fazendo o espectador se sentir exatamente como o protagonista, sempre agitado. Nota: 4/5

Rashomon – Akira Kurosawa: Merecidamente, um clássico! E um daqueles clássicos que não apenas são importantes, como também são gostosos de ver, extremamente bem dirigido e com uma trama que te prende e faz pensar do primeiro ao último segundo. Nota: 5/5

Casa Grande – Fellipe Gamarano Barbosa: Filme excelente, irretocável. As atuações são perfeitas, assim como a direção, e além disso, o roteiro traz um relevante comentário social, propondo discussões interessantes e fazendo o espectador refletir. Nota: 5/5

A Grande Vitória – Stefano Capuzzi Lapietra: O primeiro ato, assim com os minutos finais, são um desastre completo, e o filme ainda é mal dirigido e se rende a vários clichês. Pelo menos, as ótimas atuações (com algumas exceções, é claro) e uma ou outra boa ideia, acabam enrolando bem e sustentando um pouco o filme. Nota: 2/5

O Pagador de Promessas – Anselmo Duarte: Grande filme! Possui uma narrativa extremamente agradável e com um senso de humor muito bem dosado, e além disso, traz um relevante e crítico comentário social, que fala muito sobre a sociedade da época. Nota: 5/5

A Culpa é Sua – Anahí Berneri: As atuações são boas e o filme é bem dirigido, mas acaba soando desnecessariamente incômodo e o roteiro deixa bastante a desejar, principalmente por não mostrar interesse nenhum em sua trama, deixando tudo por conta do espectador. Nota: 3/5

Quando os Homens São Homens – Robert Altman: A fotografia é deslumbrante, e a trilha sonora, ainda que discreta, é linda. Mas ainda assim, a demasiada frieza da narrativa me impediu de me envolver com a trama e os personagens, comprometendo bastante a experiência (com exceção do clímax, que é impecável). Nota: 3/5

O Encouraçado Potemkin – Sergei M. Eisenstein: Filme impressionante, possivelmente um dos primeiros grande filmes da história. Extremamente bem dirigido e montado, com uma narrativa inesquecível e brutal, além de historicamente relevante. Nota: 5/5

Mr. Vingança – Chan-wook Park: A direção de Park Chan Wook é impecável, criando inúmeros planos inesquecíveis, além de uma violência extremamente chocante, mas nunca gratuita. O filme é ótimo e marcante, ainda que talvez seja o menos interessante da Trilogia da Vingança, principalmente pelo seu ritmo um pouco mais lento. Nota: 4/5

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo – Gore Verbinski: Gosto muito do universo da série, e aqui ele é ainda mais explorado do que nos filmes anteriores. Mas ainda assim, até aqui, este é o filme mais fraco da série. Está longe de ser ruim, mas o roteiro deixa um pouco a desejar, principalmente pelo excesso de personagens e pela trama com demasiadas reviravoltas, sendo que algumas não são tão bem explicadas, o que deixa o espectador um pouco confuso em alguns momentos. Nota: 4/5

O Prisionero da Grade de Ferro – Paulo Sacramento: Não deixa de soar um pouco prepotente e repetitivo em alguns momentos. Ainda assim, é um filme que traz interessantes e relevantes discussões, e que é muito bem dirigido. Nota: 4/5

Ponte Aérea – Julia Rezende: Mesmo abusando das passagens musicais (que são bem executadas, mas soam repetitivas), o filme é muito competente, trazendo uma incrível sensibilidade e belas atuações. Nota: 3/5

Marcas da Violência – David Cronenberg: Dos que vi até agora, este é o melhor trabalho do David Cronenberg, com excelente atuações e uma trama envolvente, ainda que a segunda metade da trama seja um pouco decepcionante em relação à primeira. Nota: 4/5

À Leste de Bucareste – Corneliu Porumboiu: Acho que para quem é romeno talvez seja bem interessante, mas para quem não conhece a história, acaba sendo um filme um pouco arrastado e desinteressante, ainda que o senso de humor seja afinado e bem dosado. Nota: 3/5

Terça Feira, Depois do Natal – Radu Muntean: Ótimo filme, que acerta por apostar no desenvolvimento dos complexos personagens ao invés da trama, que é acertadamente simples. Nota: 4/5

O Homem ao Lado – Gastón Duprat e Mariano Cohn: Virei fã desta dupla de diretores. Já havia gostado muito do "Querida, Vou Comprar Cigarros e Já Volto", mas gostei ainda deste trabalho anterior, "O Homem ao Lado", que além de uma narrativa extremamente agradável e bem humorada, traz ainda personagens carismáticos e um relevante comentário social, que acerta por ser discreto e não soar demagogo. Nota: 4/5

Eu Matei Minha Mãe – Xavier Dolan: Gostei bastante. Não é um grande filme, mas é muito competente, bem dirigido e com um uso inteligente da música conversando com a montagem. Nota: 4/5

Polytechnique – Denis Villeneuve: Denis Villeneuve é para mim uma das melhores coisas que surgiram no cinema nos últimos anos, e Polytechnique pode até deixar um pouco a desejar em relação aos seus próximos trabalhos, mas ainda é um filme ótimo, com uma fotografia deslumbrante e uma direção segura, que cria uma narrativa envolvente e marcante. Nota: 4/5

O Crocodilo – Nanni Moretti: É um bom filme, com um afinado senso de humor, mas que dá a impressão de ser longo demais e um pouco perdido. Nota: 3/5