segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Lista: Filmes Vistos em Fevereiro

A lista a seguir reúne os filmes que eu vi durante o mês de Fevereiro, com um breve comentário sobre cada um deles, além de uma nota de 1 a 5 para cada um.

Tudo Pode Dar Certo – Woody Allen: Um compacto com um pouquinho de tudo do que há de melhor na filmografia de Woody Allen. Nota: 5/5

Grandes Olhos – Tim Burton: Tim Burton encontra alguns problemas ao ter que lidar com o lado mais dramático da história real, mas ainda assim, consegue criar uma lógica própria e fazer o filme funcionar muito bem dentro dela. Nota: 4/5

Indomável Sonhadora – Benh Zeitlin: O visual do filme é competente e suas atuações são impressionante, mas isso não o impede de ser desinteressante e aborrecido. Nota: 3/5

Sobre Meninos e Lobos – Clint Eastwood: Sensacional em todos os sentidos, principalmente pela composição e os dramas de seus personagens, e suas impressionantes atuações. Nota: 5/5

Última Parada 174 – Bruno Barreto: O impacto da história real acaba por garantir uma experiência interessante, mas ainda assim, o filme em si possui um roteiro extremamente problemático, com diálogos quase absurdos, e mesmo as dedicadas atuação não escondem a fragilidade da composição dos personagens. Nota: 3/5

A Morte Passou Por Perto – Stanley Kubrick: Possui personagens complexos em uma trama interesante, além de um impressionante clima crescente de tensão que demonstra o talento de Stanley Kubrick desde o início de sua carreira, e mesmo que ainda não se compare com suas principais obras, como 2001 e Laranja Mecânica, ainda é um filme irretocável. Nota: 5/5

Medo da Verdade – Ben Affleck:  Ben Affleck consegue manter um constante clima de suspense, e o roteiro traz, além de uma trama instigante e ótimos personagens, inúmeros dilemas morais, e toca em questões delicadas de maneira consciente e sem se desviar da proposta principal. Nota: 5/5

O Juiz – David Dobkin: É um filme competente, mas bem pouco ousado, com um roteiro que falha na maioria de suas tentativas de humor e na composição de seus personagens, mas é feliz ao apostar do talento de seus atores, e merece créditos por se sustentar por mais de duas horas sem ser cansativo. Nota: 3/5

A Caça – Thomas Vinterberg: Marcante e relevante, trazendo ainda um roteiro perfeito e uma excepcional performance de Mads Mikkelsen. Nota: 5/5

Carandiru – Hector Babenco: Acaba por valer pelo impacto da história real e suas ótimas atuações, mas possui sérios problemas em sua estrutura e falha pelo excesso de personagens. Nota: 3/5

Cake: Uma Razão Para Viver: É um filme até que bem dirigido e com um clima de drama interessante, mas o roteiro se mostra extremamente irregular e incapaz de se sustentar, soando apenas como um "caça Oscar" para Jennifer Aniston. Nota: 3/5

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) – Alejandro G. Iñarritu: Crítica completa aqui.

Rio, Eu Te Amo – 11 Diretores: É recheado de clichês e sem nada a acrescentar, apenas se salva do fracasso completo por um ou outro momento e pela ótima escolha de músicas. Nota: 2/5

O Homem Que Mudou o Jogo – Bennett Miller:  Não é um filme particularmente inesquecível, mas ainda assim é muito competente, principalmente ao explorar as fragilidades de seus personagens e se manter interessante mesmo para quem não entende ou não gosta de beisebol. Nota: 4/5

Gran Torino – Clint Eastwood: Possui um bom ritmo e uma boa direção, mas demonstra sérios problemas em seu desenvolvimento de personagens (o que é bem decepcionante, tendo em vista que este era justamente o ponto forte de filmes com Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos, do mesmo diretor). Nota: 3/5

Procurando Nemo – Andrew Stanton e Lee Unkrich: Perfeito e incrivelmente criativo, como quase todos os filmes da Pixar. Nota: 5/5

Operação Big Hero – Chris Williams e Don Hall: Mesmo com alguns clichês, consegue ser criativo e extremamente divertido. Nota: 4/5

O Poderoso Chefão – Francis Ford Coppola: Absolutamente perfeito e irretocável, tanto em seu arco dramático, quanto na parte técnica (destaque para os temas compostos por Nino Rota, e o uso de cores no figurino para representar as características dos personagens). Nota: 5/5

Transamérica – Duncan Tucker: Em sua forma, é apenas um road movie previsível, mas em seu conteúdo, se mostra um filme único, com inúmeras questões interessantes para serem debatidas, além de trazer uma performance inesquecível de Felicity Huffman. Nota: 4/5

Os Incompreendidos – François Truffaut: Poético e sensível. Nota: 5/5

Boyhood – Richard Linklater: Acerta em não incluir sub-tramas para tentar "animar" a história, conseguindo assim criar uma narrativa única e inesquecível, que pode ser definida como perfeita. Nota: 5/5

Zoolander – Ben Stiller: A referência à 2001, somada à uns outros poucos momentos, acaba por valer o filme, que de modo geral possui uma trama desnecessariamente absurda, e falha em muitas de suas tentativas de fazer rir. Nota: 3/5

Tão Forte, Tão Perto – Stephen Daldry: Um amontoado de clichês coberto pelo mais insuportável melodrama. Nota: 2/5

A Teoria de Tudo – James Marsh: Crítica completa aqui.

Carros – John Lasseter: Mesmo não sendo tão perfeito no desenvolvimento de personagens como alguns outros da Pixar (destaque para Toy Story, Os Incríveis e Ratatouille), mas é tão criativo e cativante que é impossível não amar. Nota: 5/5

Ela – Spike Jonze: Já comentei sobre ele quando escrevi sobre os melhores filmes de 2014. Link aqui.

Segurando as Pontas – David Gordon Green: Deixa um pouco a desejar em suas piadas, mas acerta em não se levar a sério demais e deixar o exagero e o nonsense apenas para momentos pontuais, valorizando assim o valor cômico destes. Nota: 3/5

Adaptação – Spike Jonze: Mesmo com alguns probleminhas de ritmo, traz um roteiro extremamente impecável e original, além de excelentes atuações de todo o elenco. Nota: 4/5

Jackass: Caras de Pau – Jeff Tremaine: Sua estrutura picada faz com que os momentos sem graça passem rápido, mas também impede um ritmo muito fluido já que as partes engraçadas também não duram muito. Ainda assim, funciona para quem gosta desse tipo de humor, mesmo que seja difícil considerá-lo como filme. Nota: 3/5

Crime Delicado – Beto Brant: É um filme peculiar, com um ótimo roteiro e impressionantes atuações. Nota: 4/5

Parceiros da Noite – William Friedkin: Mesmo não trazendo nada de novo em sua trama, acaba se diferenciando pela direção e pelas atuações. Nota: 4/5

O Leitor – Stephen Daldry: Mesmo com um ou outro exagero, o filme consegue criar um drama interessante entre os personagens, além de trazer atuações impressionantes de todo o elenco, especialmente de Kate Winslet. Nota: 4/5

King Kong – Peter JacksonAcerta por brinca com seus clichês, soando mais como uma homenagem aos filmes da década de 30 do que como uma tentativa de modernizar a história clássica, que tem o seu forte justamente no fato de ser simples e fabulesca.
Além disso, traz um impressionante trabalho de efeitos visuais e um admirável uso do motion capture, que transforma Kong em um personagem com emoções ao invés de apenas um animal irracional. Nota: 4/5

Todos os Homens do Presidente – Alan J. Pakula: Mesmo um pouco esticado, retrata os fatos de uma maneira admiravelmente realista e imparcial, trazendo ainda uma direção cuidadosa e atuações marcantes. Nota: 4/5

Sinédoque, Nova York – Charlie Kaufman: É um filme admirável pela sua originalidade e sua visão melancólica, mas acaba faltando a ele aquele "algo a mais" que diferenciam tanto os outros roteiros de Charlie Kaufman: desde a peculiaridade de "Quero Ser John Malkovich", até a delicadeza de "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", ou a metalinguagem fascinante de "Adaptação", são coisas que faltam a "Sinédoque, Nova York". Nota: 4/5

Apenas o Fim – Matheus Souza: Um filme simples, mas que encanta por essa simplicidade e acerta ao não se preocupar com uma trama complexa ou muitos personagens, deixando o destaque para o talento dos atores e seu competente roteiro. Nota: 4/5

Selma – Uma Luta Pela Igualdade – Ava DuVernay : Acerta ao não retratar Martin Luther King como o único responsável pela luta da igualdade, além de trazer uma direção extremamente competente e atuações impecáveis. Nota: 5/5

Tangerinas – Zaza Urushadze: Filme maravilhoso, que traz interessantes reflexões sobre a guerra e a diferença entre povos, tudo isso em um roteiro simples e direto, com diversos momentos marcantes e uma belíssima trilha sonora. Nota: 5/5

O Palhaço – Selton Mello: É um filme competente, que cria uma narrativa original unindo muito bem uma visão lúdica com uma melancólica, além de trazer um ótimo roteiro, que acerta por não tentar ser mais do que realmente é, e excelentes atuações de todo o elenco. Nota: 4/5

Jersey Boys – Em Busca da Música – Clint Eastwood: O filme funciona em seus momentos mais "exagerados", soando muitas vezes como uma homenagem à banda e à época em que se passa a história, além disso, as boas atuações e o ótimo designe de produção, somados à sempre competente direção de Clint Eastwood, acabam por criar um clima interessante e empolgante. 
Mas infelizmente, o roteiro acaba pecando pelo excesso de personagens e sua incapacidade de criar dramas comovente entre eles, fazendo com que seus conflitos pessoais soem frios e apáticos, tornando a narrativa cansativa e bem mais longa do que o necessário. Nota: 3/5

O Destino de Júpiter – Andy e Lana Wachowski: É uma bobagem descartável e esquecível, porém muito divertida. Nota: 3/5

Trash – A Esperança Vem do Lixo – Stephen Daldry: É um filme ingênuo e até mesmo raso em sua crítica, mas ainda assim, consegue funcionar como aventura, trazendo um ritmo interessante e ótimas atuações de todo o elenco. Nota: 3/5

O Sétimo Selo – Ingmar Bergman: Filme complexo, alegórico e fascinante, daqueles que continuam a crescer na mente do espectador mesmo após o seu término, dando possibilidades de inúmeras interpretações e discussões. Nota: 5/5

Força Maior – Ruben Ostlund: É um bom filme, com um visual fascinante e interessantes questionamentos, porém não deixa de ser um pouco irregular e até mesmo decepcionante pelo seu ritmo desnecessariamente lento, e pelo fato de ser bem mais longo do que o necessário, fazendo com que cada bom momento seja sucedido por longos períodos entediantes, desperdiçando um enorme potencial. Nota: 3/5

Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha – Jeff Tremaine: A "trama" em si é desinteressante e mal desenvolvida, porém os momentos envolvendo câmeras escondidas são extremamente engraçados e acabam por fazer valer o filme. Nota: 3/5

Código Desconhecido – Michael Haneke: É um filme complicado, mas instigante, que traz uma atmosfera desconfortável e uma visão crítica e pessimista da sociedade e da humanidade em si. Nota: 4/5

Heleno – José Henrique Fonseca: Possui uma estética impressionante (algo raro em produções brasileiras), além de um ótimo roteiro e uma atuação impecável de Rodrigo Santoro. Nota: 4/5

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres – David Fincher: Filme excelente: a trama é instigante e cheia de reviravoltas, mas o que mais a diferencia é a maneira fria com que ela é contada, com uma atmosfera congelante e desconfortável, além de um ritmo empolgante e diversos momentos inesquecíveis. Nota: 5/5

Os Descendentes – Alexander Payne: É um filme agradável e divertido, porém sem nada a acrescentar e extremamente óbvio. Nota: 3/5

Kamchatka – Marcelo Piñeyro: Peca por mastigar demais suas mensagens e não deixar o espectador descobri-las por si mesmo, mas ainda assim, consegue encantar e emocionar pela sua sensibilidade e criar uma atmosfera melancólica e poética. Nota: 4/5

Meu Passado Me Condena: O Filme – Julia Rezende: Extremamente episódico, artificial, e previsível. Só se salva do fracasso total pelo talento de Fábio Porchat. Nota: 2/5

Poderosa Afrodite – Woody Allen: Mais um filme inesquecível de Woody Allen, com um senso de humor único em um roteiro impecável, e que traz ainda um dos finais mais irônicos e certeiros da carreira do diretor. Nota: 4/5

Oslo, 31 de Agosto – Joachim Trier: Se diferencia pela sua melancolia e suas reflexões sobre uma vida de arrependimento. Nota: 4/5

Lucia de B. – Paula van. der Oest: Traz um constante clima de suspense e uma trilha sonora que acerta por ser discreta, mas, infelizmente, o roteiro acaba perdendo a oportunidade de fazer um interessante estudo sobre o papel da mídia em casos polêmicos, e ao exagerar na vitimização de sua protagonista, acaba soando artificial e frustrante. Nota: 3/5

Cantando na Chuva – Gene Kelly e Stanley Donen: Traz, entre seus inúmeros méritos, uma bela e apaixonada homenagem ao Cinema. Nota: 5/5

Sniper Americano – Clint Eastwood: O filme erra em retratar e se referir à todos os iraquianos como selvagens e ignorar completamente os motivos da guerra, porém a parte técnica é excelente. A direção de Clint Eastwood é capaz de criar momentos de tensão quase insuportáveis, a montagem é extremamente feliz ao alternar os períodos de servidão de Chris Kyle com sua vida pessoal, sem deixar a narrativa perder a fluidez (mesmo que uns 15 minutos a menos faria bem ao filme), e a atuação de Bradley Cooper é extremamente dedicada e competente. Nota: 4/5

O Iluminado – Stanley Kubrick: Acredito que a complexidade e a ironia de "2001: Uma Odisseia no Espaço" ainda o torna o melhor trabalho de Kubrick, mas "O Iluminado" vêm logo atrás, e acaba sendo um pouco subestimado por ter uma premissa um pouco mais "genérica" dentro do gênero de terror, sendo que na realidade a trama têm muito mais a dizer do que parece superficialmente, além do filme possuir uma impecável construção de tensão, que não apela para sustos fáceis e acaba sendo muito mais aterrorizante justamente por conta disso. Nota: 5/5

Trapaceiros – Woody Allen: Seu primeiro ato é impecável e traz muitos momentos que entram facilmente entre os mais engraçados da carreira do Woody Allen.
Mas, infelizmente, o segundo e terceiro ato deixam muito a desejar no desenvolvimento da trama e até mesmo o senso de humor característico e divertido do diretor acaba ficando um pouco apagado, e o filme só vai se sustentando por um ou outro momento de humor físico. Nota: 3/5

O Homem-Urso – Werner Herzog: Um fascinante e complexo estudo de personagem. Nota: 5/5

Relatos Selvagens – Damián Szifron: Já comentei sobre ele em janeiro, link aqui.

Johnny e June – James Mangold: Crítica completa aqui.

Eles Voltam – Marcelo Lordello: Traz atuações dedicadas e uma ótima direção, mas possui um ritmo extremamente arrastado, que passa constantemente a sensação de um curta que foi erroneamente esticado para dar origem a um longa. Nota: 3/5

Zelig – Woody Allen: Os momentos protagonizados pro Woody Allen (especialmente os que mostram sua transformação física) são extremamente engraçados e únicos, porém constante uso da narração em off acaba dando à narrativa um ritmo um pouco mais lento do que o necessário, e a deixando levemente irregular, mesmo que em alguns momentos pontuais o roteiro surpreenda o espectador com piadas inesquecíveis - destaque para a brincadeira envolvendo Moby Dick, que é engraçada e orgânica.
Outra coisa interessante no filme é sua crítica a quem, especialmente na Arte, não possui uma própria personalidade, e apenas se adapta para ser melhor aceito no atual ambiente.
Poderia até ser um dos melhores do Woody Allen, se sua carreira não estivesse recheada de obras primas como Desconstruindo Harry, Match Point e Hannah e Suas Irmãs. Nota: 4/5

Era Uma Vez Em Nova York – James Gray: Crítica completa aqui.

A Marca da Maldade – Orson Welles: Merecidamente, um clássico! A trama é extremamente envolvente, e a maneira com que ela é contada é ainda mais fascinante: com uma fotografia incrível recheada de enormes sombras, e uma direção primorosa que cria momentos inesquecíveis e usa de maneira inteligente e precisa a impactante trilha sonora. Nota: 5/5

Serra Pelada – Heitor Dhalia: O roteiro deixa um pouco a desejar em seu desenvolvimento, mas as fortes atuações somadas à sempre competente direção de Heitor Dhalia acabam diferenciando o filme. Nota: 4/5

Jackass 2: O Filme – Jeff Tremaine: Bem mais sem graça do que o primeiro, com apenas alguns momentos pontuais um pouco mais divertidos, mas de modo geral, a estrutura picada acaba atrapalhando mais do que ajudando, impedindo que os momentos engraçados tenham o efeito necessário, e fazendo com que os sem-graças soem longos e cansativos. Nota: 2/5

Chinatown – Roman Polanski: O roteiro conduz de maneira exemplar a trama complexa, e a direção de Roman Polanski cria uma atmosfera extremamente tensa, com diversos momentos marcantes. Nota: 5/5

Locke – Steven Knight: A direção acerta por não soar repetitiva e o roteiro carrega o filme em um ritmo interessante com diálogos cuidadosos e inteligentes. Nota: 4/5

Whiplash – Em Busca da Perfeição – Damien Chazelle: Crítica completa aqui.

Viver é Fácil Com os Olhos Fechados – David Trueba: É um filme sensível, com um roteiro redondinho e uma belíssima trilha sonora. Nota: 4/5

Jackass 3 – Jeff Tremaine: Não é tão fraco quanto o segundo, mas também está bem abaixo do primeiro, trazendo apenas momentos engraçados pontuais (e apenas um digno de gargalhadas - o que se passa em uma loja de motos), além de longos períodos cansativos sem nada particularmente memorável. Nota: 2/5

Persona – Quando Duas Mulheres Pecam – Ingmar Bergman: São inegáveis os méritos narrativos do filme, especialmente sua fotografia e a maneira com que esta representa a "mistura" entre as duas mulheres. Mas devido ao fato de ser uma obra que visa levar a conclusões pessoais, acaba variando o efeito de pessoa para pessoa, e eu, particularmente, achei as reflexões do filme muito interessantes de serem debatidas, mas não sentidas. Nota: 3/5

Fahrenheit 11 de Setembro – Michael Moore: Dentre as inúmeras virtudes do filme, acho que a que mais se destaca é a capacidade irônica do Michael Moore, principalmente na escolha das músicas. Nota: 5/5

O Que Há, Tigresa? – Woody Allen: O tipo de filme para não se levar a sério, mas levando em consideração que o seu único objetivo é fazer rir, dá para considerá-lo muito bem sucedido. Nota: 4/5

Tiros na Broadway – Woody Allen: Traz o senso de humor único de Woody Allen, além de um terceiro ato que pode facilmente ser considerado como um dos mais precisos e bem-sucedidos de sua carreira. Nota: 4/5

A Noite Americana – François Truffaut: Extremamente preciso em todos os aspectos, e um dos melhores filmes sobre filmes que eu já vi. Nota: 4/5

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos – Woody Allen: Prova de que um Woody Allen no "automático" é o equivalente a inúmeros diretores no auge. Nota: 4/5


Ainda Orangotangos – Gustavo Spolidoro: Filme espetacular, tanto pelas suas situações extremas, quanto, principalmente, pela maneira com que elas são filmadas: em um único plano sequência de 80 minutos, que cria não apenas um visual incrível, como também uma tensão quase insuportável. Nota: 5/5

domingo, 8 de novembro de 2015

Crítica: Ponte dos Espiões, de Steven Spielberg

Steven Spielberg tem um talento inquestionável. Durante seus mais de 40 anos de carreira realizou vários trabalhos que podem facilmente ser considerados como “clássicos”, e influenciou boa parte da nova geração de cineastas, direta ou indiretamente. E por mais que alguns títulos recentes como “Cavalo de Guerra” e “Lincoln” se rendam ao exagero e se encontram comprometidos por um puro melodrama, é impossível não criar expectativas a cada anúncio de um novo filme seu.

Baseado em uma história real o roteiro de Matt Charman revisado pelos irmãos Coen acompanha o advogado James Donovan (Tom Hanks) em sua defesa de um agente soviético capturado, Rudolf Abel (Mark Rylance), e, posteriormente, sua tentativa de trocá-lo por um jovem piloto americano capturado em solo inimigo.

Já de cara é necessário aplaudir a imparcialidade política do filme, que não se rende ao patriotismo cego de muitos filmes americanos. Ao contrário de inúmeros títulos (tais como “Sniper Americano” e “O Franco Atirador”) que trazem os inimigos como pessoas excessivamente frias e inconsequentes, e americanos como heróis racionais e patrióticos, Ponte dos Espiões é um filme que não hesita em criticar a própria postura americana em época de guerra.



Em um determinado momento, por exemplo, vemos uma turma de crianças aterrorizadas sendo forçadas a assistirem a vídeos mostrando os estragos que os inimigos poderiam causar com suas bombas atômicas – ignorando que o próprio Estados Unidos havia destruído duas cidades cheias de inocentes com bombas idênticas alguns anos antes. Aliás, essa crítica à paranoia criada pela mídia está longe de ser algo exclusivo do passado, já que até alguns anos atrás o governo Bush utilizava da mesma estratégia para validar sua “guerra ao terror”.


Outro momento interessante e politicamente relevante no filme é quando vemos o americano preso pelos soviéticos sendo condenado a uma pena mais baixa do que o agente soviético havia sido nos EUA, e enquanto o tribunal americano é cheio de bagunça, com pessoas ameaçando e clamando pela pena de morte, o tribunal soviético é organizado e calmo.



É claro que o filme também não vira o jogo e mostra os soviéticos como o bem e os americanos como o mal (e nem deveria), já que o próprio americano preso na URSS é mostrado sendo impiedosamente maltratado na prisão. Mas o que o filme faz é mostrar que em uma guerra não importa os seus ideais, já que os dois lados serão capazes de atitudes desumanas. Neste quesito, Ponte dos Espiões se assemelha muito ao excelente Munique, de 2005 (talvez o melhor filme recente do Spielberg), que também fugia das generalizações, e não hesitava em criticar os horrores cometidos pelos dois lados do conflito.

Outro mérito do roteiro (e muito da direção também) é conseguir manter o espectador vidrado por mais de duas horas apenas pela força de sua trama e seus ágeis diálogos, sem nunca perder o ritmo ou apelar para cenas artificiais de ação gratuita.


Já seu senso de humor (muito provavelmente fruto da revisão dos excepcionais irmãos Coen), que é ao mesmo tempo discreto e exagerado, às vezes soa um pouco esquisito, ficando um pouco dissonante com seu drama, mas aos poucos isso também acha seu lugar, e o filme consegue criar momentos onde um risinho de canto de boca vem ao espectador de maneira espontânea e bem-vinda (destaque para as cenas envolvendo a família do agente soviético e outra envolvendo um aperto de mão).


Em relação à direção, Spielberg conduz o filme com uma segurança invejável, sem chamar demais a atenção para si. O fato de o filme ser melodramático não é novidade, já que o diretor parece nunca abrir mão de sua capacidade de criar momentos propícios a lágrimas. A grande questão é se este recurso funciona ou não, já que se utilizado em exagero acaba comprometendo o impacto da cena. Por exemplo: a cena das pedras no final de “A Lista de Schindler” é indiscutivelmente melodramática, mas é também bem dosada e funciona para fazer o espectador ir para os créditos emocionado; já o último ato de “Inteligência Artificial”, ou todas as partes de “Cavalo de Guerra”, servem como exemplos de um melodrama mal utilizado que compromete o impacto dos acontecimentos pela sua artificialidade.

Neste seu novo filme, seu melodrama ultrapassa um pouco o limite aqui e ali (como na rima visual envolvendo pessoas pulando um muro em diferentes lugares do mundo), mas de modo geral se mostra bem contido e não chega a atrapalha o resultado final, o que acaba sendo um grande alívio para qualquer fã do diretor.


Já as atuações são completamente impecáveis. Tom Hanks mostra que sempre consegue surpreender e protagoniza o filme de maneira perfeita, e confesso que não consigo pensar em nenhum ator que faria este papel tão bem quanto ele. Já Mark Rylance (o soviético capturado) surge como a grande surpresa do elenco, criando um personagem que conquista a admiração do espectador mesmo que este acredite que ele se encontre do “lado errado” (vide alguns parágrafos acima) da guerra.


A fotografia de Janusz Kaminski (parceiro de longa data de Spielberg) é linda (destaque para as cenas passadas na gelada Berlim) e a reconstrução de época é cuidadosa e competente, e deve garantir ao filme uma indicação aos óscares de melhor figurino e designe de produção.


Se encerrando com um letreiro que resume o resto da vida dos personagens principais (um recurso clichê que já foi usado milhões de outras vezes, mas que se bem dosado - como é o caso – funciona muito bem), Ponte dos Espiões é desde já um forte candidato para a temporada de premiações do final do ano, e, mais do que isso, é um trabalho admirável daquele que é um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos.

Muito Bom!
João Vitor, 7 de Novembro de 2015.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crítica: Quarteto Fantástico, de Josh Trank


Quarteto Fantástico


Uma leve defesa para o filme mais criticado do ano


O texto a seguir foi inicialmente planejado para ser um breve comentário para o site filmow, mas acabou se estendendo em uma análise mais completa e decidi publicá-lo aqui.



Realmente, o filme é bem fraco, mas na minha opinião, também está longe de ser esse desastre todo que estão falando. Fiquei com a impressão de que com a má recepção da crítica, muita gente já foi pro cinema esperando ver um filme ruim, e como o primeiro ato é um desastre, é fácil desistir e dizer que o filme é todo um lixo, o que não é verdade.


O primeiro ato, como eu já disse, é um desastre: recheado de clichês (poucas coisas são mais ultrapassadas que o jovem menino gênio, que sofre bullying na escola e constrói uma incrível máquina na garagem de casa) e diálogos pavorosos, que não consegue criar nem um momento sequer um pouco engraçado.





Já o segundo ato é muito interessante, mesmo. A dinâmica entre os personagens (muito em função do talento dos atores) funciona, o filme consegue criar momentos cômicos leves e orgânicos, e a ação é interessante (destaque para a cena em que os personagens viajam para a outra dimensão, logo antes de ganharem seus poderes). É claro que ainda tem algumas falhas (a cena que traz os personagens discutindo a possibilidade de usarem a máquina escondidos é particularmente falha), mas ainda assim, como um todo, funciona.

Ah, sim, e tem uma referência ao Borat - como não gostar?


Finalmente, temos o terceiro ato, que foi disparado a parte mais criticada por todos. Particularmente, o achei bem falho, mas não acho que seja um desastre completo. As cenas de ação não têm nada de mais, mas também não são vergonhosas. O vilão também tem prós e contras: suas motivações não são absurdas (um jovem que não é ninguém em sua vida e de repente pode ser o rei de um mundo não é uma premissa ruim), mas o problema é que elas soam muito radicais, pois sua transformação é feita muito rápido (um problema que atingia também o personagem de Jamie Foxx no subestimado “O Espetacular Homem Aranha 2:A Ameaça de Electro”, do ano passado).


Mas o que realmente prejudica este terceiro ato, e acabou comprometendo a experiência para muita gente, é que é nele que todas as fragilidades da estrutura do filme se expõem.

Soa extremamente tolo o fato de o Victor Von Doom sumir no começo, passar metade do filme sem aparecer ou influenciar nada, e de repete surgir como o grande antagonista dos heróis. Outra coisa que prejudica é o fato do clímax não ter preparação nenhuma: o filme está vindo em um determinado ritmo, e se saindo muito bem, e de repente, um minuto depois, os personagens já estão se enfrentando na batalha final.

Mas, sejamos honestos, o visual do Dr. Destino merece créditos, pois não apenas é interessante como também é coerente dentro da lógica estética do filme, sem parecer cartunesca ou exagerada. Além disso, o personagem tem uma presença intimidadora muito forte (destaque para o momento em ele se levanta, logo após se revelar como o vilão, e a câmera acompanha o seu caminhar em um plano contra-plongée – momento este que me causou mais impacto do que qualquer um presente em “Homem-Formiga”, por exemplo).

Sendo extremamente irregular, mas não um desastre completo, este novo “Quarteto Fantástico” é uma nota desafinada em um ano em que as grandes produções hollywoodianas vêm se mostrando surpreendentemente coesas e competentes (Mad Max, Jurassic World, Divertida Mente e Missão Impossível vem à mente), mas é também um filme injustamente detonado por quem entra na sala de cinema com pré-conceitos já construídos e se cega para suas eventuais virtudes.

O.K.

João Vitor, 13 de Outubro de 2015.

sábado, 10 de outubro de 2015

Crítica: A Travessia, de Robert Zemeckis



A Travessia

Mais um acerto de Robert Zemeckis


Robert Zemeckis já deixou sua marca na história do cinema, sendo um cineasta com uma capacidade invejável de criar narrativas únicas e envolventes, sempre buscando maneiras novas de contar suas histórias, e utilizando a tecnologia em favor da Arte (Trilogia De Volta Para o Futuro e Forrest Gump estão aí para comprovar). E sua carreira acaba de ganha mais um admirável exemplar com esse novo “A Travessia”.

O filme conta a história real do equilibrista Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), que ficou famoso ao atravessar as Torres Gêmeas usando apenas um cabo. Mesmo sem ter autorização legal para a arriscada aventura, ele reuniu um grupo de assistentes internacionais e contou com a ajuda de um mentor (Ben Kingsley) para bolar o plano, que sofreu diversos obstáculos para poder ser finalmente executado. A travessia ocorreu na ilegalidade em 7 de agosto de 1974 e ganhou destaque no mundo inteiro.

Uma discreta referência
ao Laranja Mecânica.
Filmes americanos que se passam em outros países com personagens de outras nacionalidades sempre se veem diante de um problema: o idioma. Pois fazer um filme em uma língua que não seja o inglês implicaria em uma baixa de bilheteria, tendo em vista que uma boa parte do grande público americano não está acostumada a ler legendas. Sendo assim, filmes como “Operação Valquíria” e “A Menina que Roubava Livros” acabam se prejudicando e soando artificiais ao trazerem personagens falando uma língua que visivelmente não seria a deles. Aqui, o mesmo quase acontece, pois os personagens franceses falam inglês até mesmo entre si, mas pelo menos o roteiro se preocupa em tentar justificar essa decisão: Philippe Petit pede a seus amigos para conversarem em inglês porque ele precisa “treinar” para quando for à Nova York. Não deixa de ser um pouco artificial, mas pelo menos é necessário reconhecer o esforço.

O protagonista, muito bem interpretado por Joseph Gordon-Levitt, é carismático e bem desenvolvido, sem nunca fazer o espectador duvidar que alguém realmente possa ser assim (um erro muito comum em filmes que acompanham artistas emblemáticos), e seu romance com a personagem interpretada por Charlotte Le Bon traz momentos interessantes ainda que se encerre de maneira pouco satisfatória.


É preciso reconhecer também que o roteiro tem vários clichês: o pai de Petit é a caricatura do homem sério que não quer que o filho seja artista, e a cena que leva o jovem a sair de casa é de dar vergonha alheia, tamanha a artificialidade. Além disso, os dois últimos “cúmplices” a se juntarem ao grupo reunido pelo protagonista são a mais pura caricatura dos hippies dos anos 70. 

Já os efeitos visuais são impecáveis (Joseph Gordon-Levitt realmente parece estar andando pelo cabo em todas as cenas do filme e a reconstrução das torres por computação gráfica jamais soa artificial).




Como diretor, Robert Zemeckis cria um interessante clima de deslumbramento e reverência à Arte, que lembra um pouco o clima fantasioso criado por ele em O Expresso Polar, e sua escolha por praticamente não manter a câmera parada, utilizando a tecnologia para criar movimentos que de outra forma seriam impossíveis, não só ajudam a criar uma narrativa em 3D interessante (coisa rara), mas também contribui para o clima de deslumbramento do filme (não dá para esquece que acima de tudo, atravessar as torres gêmeas foi para Petit a realização de seu maior sonho).

E por falar em 3D, esta é uma das poucas vezes que eu diria que vale a pena pagar o ingresso mais caro, pois a técnica aqui ajuda na imersão do espectador na narrativa, especialmente durante a esperada cena da travessia entre as torres, onde acaba sendo fundamental para criar a tensão e sensação de vertigem que o cineasta almeja.


A trilha sonora acerta ao apostar em riffs de guitarra durante as passagens do filme que acompanham os planos dos personagens para “invadir” as torres, pois não apenas gera empolgação e divertimento, como também remete às bandas de rock dos anos 70 (período em que se passa o filme). E a escolha de Für Elise (a famosa musiquinha do gás), de Beethoven, para acompanhar a travessia é linda e ajuda a passar não apenas a leveza do momento, como também o deslumbramento experimentado por todos que acompanharam a façanha.

A opção de quebra da quarta parede (quanto um personagem olha para a câmera e fala diretamente com o público) para a narração do filme parece um pouco esquisita no início, e mesmo não se justificando, pelo menos consegue, conforme a narrativa avança, criar um elo entre o protagonista e o espectador, algo que acaba contribuindo para o impacto dramático da obra.


Terminando com uma palavra que é perfeita para resumir o legado deixado pelo ato de Petit e também fazer uma singela e discreta homenagem ao World Trade Center, “A Travessia” é um filme único, inesquecível, e mesmo com seus problemas, pode facilmente ser considerado como mais um passo certeiro na rica carreira de Robert Zemeckis.

Muito Bom!

João Vitor, 10 de Outubro de 2015. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Crítica: Pecados Íntimos, de Todd Field

Pecados Íntimos é um ótimo filme. Não tanto por ser original ou por trazer uma direção particularmente memorável, mas sim pelo simples fato de que o roteiro reconhece e se apoia em sua melhor qualidade: seus personagens.


Sarah Pierce (Kate Winslet) é casada com Richard (Gregg Edelman), com quem tem uma filha. Um dia, ela conhece Brad Adamson (Patrick Wilson), que é casado e tem um filho com Kathy (Jennifer Connelly). É o início de uma amizade entre eles, que envolve um homem frustrado por estar desempregado e uma mulher infeliz com seu casamento e sua própria vida. Logo esta amizade torna-se um caso extraconjugal.


Como dá para perceber, não se trata das mais originais ou promissoras premissas, mas o roteiro escrito por Todd Field e Tom Perrotta é inteligente o suficiente para reconhecer isso e compensar desenvolvendo com cuidado os vários e complexos personagens.


Sarah é estabelecida como o centro do filme, sendo uma mulher infeliz que finalmente encontra algo novo em sua vida ao se relacionar com Richard, que por sua vez também é profundamente infeliz e imaturo, mesmo que relativamente bem sucedido (ele está desempregado, mas é formado em Direito, e sua esposa trabalha como documentarista). Ainda temos também o personagem Ronnie (Jackie Earle Haley), que é um pedófilo que acabou de sair da cadeia e retorna para a casa, mas se vê incapaz de reconstruir sua vida.


Todas essas dores e frustrações são trabalhadas pelo roteiro com cuidado, nunca caindo no melodrama ou na artificialidade. A narração em off também é muito bem aproveitada (coisa rara), ainda que o monólogo final seja descartável.


Talvez o único erro por parte do roteiro seja a relação de Sarah (Kate Winslet) e seu marido, que, ao contrario do que acontece com o outro casal da trama (Patrick Wilson e Jennifer Connelly), é mal desenvolvida, e em certo momento o filme chega até a jogar um interessante conflito sobre eles, mas apenas para esquecê-lo logo depois.

A direção de Todd Field (que desde 2006, quando este filme foi lançado, não dirigiu mais nada) é segura e consegue criar momentos marcantes (destaque para o plano-sequência envolvendo uma piscina, que ilustra a passagem do tempo de maneira orgânica e original).


As atuações também são ótimas, Kate Winslet consegue conferir sensibilidade a uma personagem que nas mãos de outras atrizes poderia soar antipática, mas a maior surpresa do elenco está em Jackie Earle Haley, um ator pouco reconhecido apesar da carreira extensa, e que compõe aquele que é provavelmente o personagem mais complexo da narrativa.


Encerrando com um desfecho satisfatório, mas que não deixa de soar um pouco decepcionante tendo em vista toda a preparação criada pelo próprio roteiro, Pecados Íntimos é um filme singular, interessante, recheado de personagens complexos e imperfeitos, que não conseguem superar suas próprias imaturidades. É uma pena que o sentido do título original (Little Children – Criancinha) tenha se perdido na tradução, pois de certa forma reflete muito da essência daqueles indivíduos.  

Muito Bom!

João Vitor, 9 de Outubro de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

As Pinturas de Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson

Uma das características que mais diferenciam um grande cineasta é sua capacidade de desenvolver cada plano com uma pintura, e Paul Thomas Anderson faz isso com maestria em uma de suas obras-primas, Sangue Negro (2007).
Segue alguns dos quadros mais bonitos do filme, todos dignos de pendurar na parede:

Obs: As imagens podem ser apreciadas melhor em tamanho aumentado, basta clicar em cima.








Uma imagem que define a essência do personagem vivido por Daniel Day-Lewis.






Uma sutil homenagem ao "Rastros de Ódio", de John Ford.
Não foi uma crítica, mas não posso deixar de avaliar: Obra-prima.

João Vitor, 9 de Agosto de 2015.